No âmbito da unidade curricular Teoria e História do Jornalismo do 1º semestre do 1º ano do Mestrado em Jornalismo, foi-nos proposto realizar uma entrevista aos directores de órgãos de comunicação social. O principal objectivo deste trabalho foi conhecer a história desses meios.

O meu grupo de trabalho entrevistou Nassalete Miranda,na altura Directora do Jornal “O Primeiro de Janeiro”.

A entrevista pode ser lida aqui.

Em Abril de 2008, António Granado fez referência no seu blog Ponto Media, a um artigo de McAdams intitulado “Advice to journalism students: Forget grad school!”.

A seguir pode ler o comentário que eu redigi acerca do artigo.

O autor deste artigo mostra-se totalmente contra à frequência de um Mestrado em Jornalismo imediatamente após a conclusão da Licenciatura na mesma área. Segundo ele, há diversas áreas em que isso poderia fazer sentido, no entanto, em Jornalismo, ninguém valorizaria mais alguém que tivesse optado por fazer um Mestrado logo após terminar a Licenciatura, face àqueles que não o fizeram. Para o autor, apenas faria sentido este tipo de graduação alguns anos após ter começado a trabalhar, pois assim a pessoa já teria tido tempo para escolher uma área com a qual mais se identificasse.

Eu não concordo com o autor, na minha opinião deve existir o Mestrado em Jornalismo, pois é uma forma de aprofundarmos os conhecimentos que adquirimos na licenciatura, ao mesmo tempo que alcançamos mais conhecimento sobre jornalismo, é um potencial para arranjarmos emprego, para sabermos comunicar, bem como dominar as técnicas jornalísticas. Além disso, o autor espelha a realidade norte-americana, sendo que actualmente em Portugal, face à remodelação de Bolonha no ensino superior, o número de pessoas com Mestrado vai ser cada vez maior. Assim sendo, face a este aumento significativo de pessoas dotadas com mais conhecimentos e competências, o mercado de trabalho vai-se tornar cada vez mais competitivo o que faz com que as pessoas com menos conhecimentos irão ser preteridas durante um processo de recrutamento em relação às que estão dotadas de uma graduação superior. O Mestrado em Jornalismo dota-nos de capacidades específicas do Jornalismo de modo a sermos capazes de fazer um bom trabalho nesta área.

 Como o autor refere o Jornalismo aprende-se no trabalho, praticando jornalismo mas para isso é preciso ter “a teoria”, e isso aprende-se na Licenciatura mas aprofunda-se no mestrado em Jornalismo.

Sendo o Jornalismo uma área que requer grande conhecimento sobre todas as áreas, o mestrado nesta área dota as pessoas de capacidades e competências para um melhor trabalho.

As pessoas que vão trabalhar em Jornalismo depois de ter o mestrado, têm mais conhecimento, competências, capacidades e domínio da área jornalística do que as pessoas que não possuem o mestrado.

As IV Jornadas Internacionais de Jornalismo irão realizar-se no dia 4 de Abril de 2009, na Universidade Fernando Pessoa, no Porto.

O tema das Jornadas é ” Os Jovens e a Renovação do Jornalismo”.

As propostas de comunicação devem ser enviadas até ao dia 20 de Fevereiro de 2009.

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), é uma das instituições parceiras na organização das Jornadas.

Para mais informações consulte aqui o site das Jornadas.

Sugestões de Livros

Outubro 19, 2008

  • Carmelo, Luis (2008): Sebenta Criativa para Estudantes de Jornalismo. Biblioteca Universitária: Publicações Europa-América.

 

  • Granado, António, Malheiros, José Vitor (2001) – Como falar com Jornalistas sem ficar à beira de um ataque de nervos – Guia para investigadores e profissionais de comunicação. Lisboa: Gradiva.

 

  • Traquina, Nelson (1993) – Jornalismo: Questões, Teorias e “Estórias”. Lisboa: Vega.

 

  • Traquina, Nelson (2002) – O que é o Jornalismo. Lisboa: Quimera.

 

  • Sousa, Jorge Pedro, Aroso, Inês (2003) – Técnicas Jornalísticas nos Meios Electrónicos ( princípios de Radiojornalismo, Telejornalismo e Jornalismo on-line). Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

 

 

 

 

IV Congresso SOPCOM

Outubro 15, 2008

O IV Congresso SOPCOM, irá realizar-se entre 15 e 18 de Abril de 2009, na Escola de Comunicação, Artes e Tecnologias da Informação da Universidade Lusófona, em Lisboa.

O tema do Congresso é “Sociedade dos Media: Comunicação, Política e Tecnologia”.

Este congresso será realizado em conjunto com o 8º Congresso  LUSOCOM, cujo tema é “Comunicação, Espaço Global e Lusofonia”

Os conferencistas previstos são os seguintes:

  • Anabelle Sreberny,
  • Mia Couto,
  • Frank Webster,
  • Nico Carpentier,
  • François Heinderyckx e
  • Homi Bhabha.

Para mais informações, pode consultar aqui o site do Congresso.

VIA: SOPCOM

clip_image002

A paixão de Rui Sá pela escrita levou-o a deixar a Arquitectura e a enveredar pelo jornalismo. O resultado desta paixão pode ser comprovado com os 20 anos de trabalho em televisão. Segundo o próprio “nunca se arrependeu de ter escolhido este caminho profissional”.

 

P: Como nasceu o Rui Sá jornalista?

R: O Rui Sá jornalista nasceu, primeiro de um gosto pela escrita e depois profissionalmente nasceu porque a dada altura da minha vida estava a fazer um curso de Arquitectura e descobri que não tinha grande jeito, e nessa altura uma pessoa falou-me de um curso de Jornalismo que tinha aberto há pouco tempo no Porto, eu fiquei entusiasmado e acabei por dar uma volta à vida, desisti da Arquitectura e preparei-me durante um ano para fazer os exames de admissão à Escola Superior de Jornalismo do Porto, onde acabei por fazer o curso.

 

 

Para continuar a ler a entrevista carregue aqui.

  • Crato, Nuno (1992): Comunicação Social – A Imprensa. Lisboa: Editorial Presença.

 

  • Leão, I., Rei E., Silva M., Pinto, R., Szymaniak W. (2000): Dicionário das Ciências da Comunicação. Porto: Porto Editora.

 

  • Ricardo, Daniel (1989). Manual do Jornalista – Colecção Ensaios e Manuais. Lisboa: Cadernos O Jornal.

 

  • Gradim, Anabela (2000): Manual de Jornalismo. Covilhã: Universidade da Beira Interior